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domingo, 11 de abril de 2010

Nutrição correta, uma lição feita com tubos de ensaio


Gente, recebi alguns e-mails me perguntando o porquê  do meu sumiço... oras, bem simples: as aulas começaram! rs
Mas prometo passar mais por aqui!
Aproveitando a deixa, olha que legal essa experiência para fazermos com nossos alunos:



Nutrição correta, uma lição feita com tubos de ensaio
Objetivos
Compreender os processos de intoxicação alimentar e as ações para evitá-la

 
Os números são contundentes. Anualmente, 76 milhões de norte-americanos contraem doenças por alimentos contaminados. No Brasil, como mostra o texto de VEJA, foram registrados apenas 7.566 casos desse tipo de enfermidade no ano passado. Isso porque a maior parte não chega a ser notificada. Trata-se de um assunto de interesse geral, principalmente porque revela as doenças transmissíveis por alguns tipos de alimentos e os cuidados que devemos ter na sua preparação. A leitura da reportagem será um bom estímulo para que a turma se aprofunde no tema e realize algumas experiências que podem ajudar os alunos a compreenderem melhor o tema.

Você precisará de comprimidos efervescentes, pelo menos cinco tubos de ensaio com rolha, um recipiente de vidro que resista à temperatura da água fervente, pequena quantidade de açúcar e fermento (desses usados para fazer bolo). Se optar por enriquecer o experimento, serão necessários também algodão, azul de bromotimo e meios de cultura próprios para fungos.

Atividades
As duas experiências sugeridas a seguir servem para demonstrar para a classe como a refrigeração e a higiene das mãos permitem evitar a contaminação dos alimentos. É uma boa forma de preparar o terreno para examinar futuramente com a turma os cuidados necessários para a preservação da saúde e os riscos envolvidos nesse processo.

A primeira experiência é simples. Dissolva os comprimidos efervescentes em recipientes com iguais quantidades de água e temperaturas diferentes – quente, ambiente e gelada. Peça que os alunos cronometrem o tempo de dissolução completa em cada caso. Na água gelada, o comprimido é dissolvido mais lentamente. Esse resultado permite discutir o papel do refrigerador e do freezer, que retardam a ação de microorganismos.

O segundo experimento exige preparação e montagem com uma semana de antecedência. Divida a classe em grupos de cinco. Prepare uma solução de água fervida com a maior quantidade possível de açúcar, de modo que a aparência permaneça cristalina.

Distribua o líquido em vários tubos de ensaio previamente esterilizados - um para cada grupo. Os alunos devem retirar anéis das mãos, lavá-las muito bem e secá-las ao vento. Depois disso, um deles "sujará" a mão na suspensão de fermento e a secará ao vento. Esse aluno vai cumprimentar um dos colegas que, por sua vez, repetirá o gesto com outro e assim por diante.

O último a ser cumprimentado lavará a mão com a solução de açúcar. Atenção: o conteúdo do tubo de ensaio deve ser recolhido em um recipiente previamente lavado e fervido, voltar ao tubo de ensaio e ser fechado com rolha. Mantenha um dos tubos com a solução de açúcar sem abrir. Em outro, pingue uma gota da suspensão de fermento. Após uma semana, a turma perceberá alguns resultados, como o aparecimento de turbidez, precipitados e formação de bolhas. São indícios de fermentação, causada pelos fungos.

Algumas variações podem enriquecer mais a atividade. Coloque um algodão embebido em azul de bromotimo próximo à rolha. Esse indicador mudará de cor na presença do gás carbônico produzido pelas bactérias.

Com os dados da reportagem e o quadro abaixo, os alunos podem desenvolver uma pesquisa sobre as principais causas das chamadas disenterias e gastroenterites. Deixe bem clara a distinção entre os agentes. A Salmonella e a Shigella são bactérias que provocam disenterias (a segunda é bastante grave), com fortes dores abdominais. No caso da Clostridium botulinum - associada ao botulismo - e o Staphylococcus, os males são causados pelas toxinas que essas bactérias produzem, e que são ingeridas junto com os alimentos. A Escherichia coli pode provocar disenterias, mas normalmente vive em simbiose com o nosso intestino.

Experiência
Como as bactérias se propagam

- Um dos alunos deve molhar a mão na solução com fermento
- Em seguida, com a mão "suja", ele cumprimenta um dos colegas
- O aperto de mão passa para o colega seguinte até o último do grupo
- Este se lava com a solução de açúcar e recolhe a água no tubo de ensaio
- Uma semana mais tarde, o líquido fica turvo e aparecem bolhas de CO2

domingo, 17 de janeiro de 2010

Biologia Molecular e Genética para Ensino Médio

Pegando carona no post anterior, vou colocar aqui alguns links interessantes que encontram-se ligados à atividades práticas/lúdicas que se  referem a Bio Mol e Genética.

Identificando pessoas pelo DNA


Extração de DNA de morango  Você também pode pedir que os alunos levem outras frutas como banana e kiwi, ou mesmo tomate, e depois comparem os resultados.Esse protocolo é bem mais fácil que a extração de DNA de cebola ou fígado (eca).
DNA origami
DNA
Montando cromossomos
O caso da fenilcetonúria
Meu gene, meu bem, meu mal
Bingo do tipo sanguíneo
O sabor amargo da vida

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Botânica


Acho que eu nunca vi uma matéria ser tão odiada por alunos e por professores... Na faculdade era uma das matérias que o pessoal menos gostava (e a minha preferida, junto com genética e bio mol). Lembro uma vez que trabalhei em um cursinho e me perguntaram:
- Qual frente você prefere?
- Ah por mim tanto faz!
- Ah, você pode pegar botânica então? Ninguém gosta.
É uma pena, pois as plantas são encantadoras...

Enfim, acho que isso tudo está na maneira de ensinar. Tive excelentes professoras de botânica na faculdade, nunca me esqueci das aulas de taxonomia e fisiologia vegetal com a Prof.ª Liliana Pasin, com quem "destruí o Raven" e muito mais.
Para lecionar botânica não podemos nos prender ao material didático tradicional, cobrar aqueles nomes "horríveis" é praticamente um estupro pedagógico (parafraseando Rubem Alves).
Os vestibulares até que enfim pararam de cobrar tanta "decoreba" de botânica, que bom, assim os alunos podem se dedicar à reprodução vegetal, diferenças nos ciclos reprodutivos, vantagens adaptativas, coevolução... enfim, coisas mais legais :)
Botânica pede aula prática... muita aula prática.
Para auxiliar aqueles que têm dificuldades em encontrar roteiros de aulas práticas de botânica, deixo aqui a dica de hoje: http://www.botanicaonline.com.br/ se trata de um site referente a um grupo de pesquisa de ensino de botânica do IB da USP.
Neste outro site também encontramos várias atividades práticas para desenvolver com os alunos, não só de botânica, mas também de outras vertentes da Bio. É um site realizado por professoras da disciplina Instrumentação para o Ensino de Ciências da USP, bem legal.
Este artigo aborda o tema deste post, se trata de um trabalho que propõe atividades práticas para substituir parte do ensino tradicional meramente descritivo que muitos professores ainda utilizam.
Espero que gostem das dicas!

Inté!